I. O QUE É EDUCAÇÃO?
Professor Zenildo Mendes. (pedagogo)
O vocábulo educação vem do latim ducere e significa guiar, conduzir, e o prefixo e quer dizer, para fora. Assim em significado etimológico, “EDUCAÇÃO” é a atividade de conduzir para fora.
Para Santo Agostinho, “Educar é penetrar na alma do outro, porém, Groome afirma que a educação não é uma abstração à margem da história e sim uma atividade humana e o que existe, na verdade, é apenas o que as pessoas fazem e querem fazer em seu nome.
A escola surge com o desenvolvimento do cristianismo na Antiga Europa para uma educação que salvaria almas, e isso perdurou até o final do século XIX quando Émile Durkheim começou a ligar educação e sociedade, a educação vira fato social, pois para ele há um consenso harmônico que mantêm o ambiente social.
A educação está em todos os lugares e no ensino de todos os saberes. Assim não existe modelo de educação, a escola não é o único lugar onde ela ocorre e nem muito menos o professor é seu único agente. Existem inúmeras educações e cada uma atende a sociedade em que ocorre, pois é a forma de reprodução dos saberes que compõe uma cultura, portanto, a educação de uma sociedade tem identidade própria. O ponto fraco da educação está nos seus agentes, pois, com consciência ou não, reproduzem ideologias que atendem a grupos isolados da sociedade. Aí se vê que a educação reflete a sociedade em que ocorre, em sociedades tribais ela é comunitária e igualitária, já em nossa sociedade capitalista: específica, isolada e desigual.
Mas pergunta-se saber este consenso, pois na verdade a educação não aplica sua idéia, a prática é bem diferente, há uma elite capitalista que controla a educação, entretanto, ela ocorre fora das paredes da escola, na comunidade, assim a dominação capitalista encontra resistência política. A única forma de reinventar a educação, como dizia Paulo Freire é trazê-la ao cotidiano do aluno, fazendo com que a vivência e as experiências do indivíduo façam parte efetiva da escola, e a educação será livre e comunitária.
II. A DINÂMICA DA APRENDIZAGEM
A aprendizagem é um processo de mudança de comportamento obtido através da experiência construída por fatores emocionais, neurológicos, relacionais e ambientais.
Aprender é o resultado da interação entre estruturas mentais e o meio ambiente. De acordo com a nova ênfase educacional, centrada na aprendizagem, o professor é co-autor do processo de aprendizagem dos alunos. Nesse enfoque, centrado na aprendizagem, o conhecimento é construído continuamente.
Quando a educação é construída pelo sujeito da aprendizagem, no cenário escolar prevalecem a resignficação dos sujeitos, novas coreografias, novas formas de comunicação e a construção de novas habilidades, caracterizando competências e atitudes significativas.
A educação como interatividade contempla tempo e espaços novos, diálogo, problematização e produção própria dos educandos. O professor exerce a sua habilidade de mediador das construções (Freire), e mediar é intervir para promover mudanças, como mediador, o docente passa a ser comunicador, colaborador e exerce a criatividade do seu papel do co-autor do processo de aprender.
Na relação desse novo encontro pedagógico, professores e alunos interagem usando a co-responsabilidade, a confiança, a dialogicidade fazendo a auto-avaliação de suas funções. Isso é fundamental, pois, nesse encontro, professores e alunos vão construindo novos modos de se praticar a educação. É necessário que o trabalho escolar seja competente para abdicar a cidadania tutelada, ultrapassar a cidadania assistida, para chegar à cidadania emancipada, que exige sujeitos capazes de fazerem história própria.
Os objetivos da aprendizagem são classificados em: domínio cognitivo (ligados a conhecimentos, informações ou capacidade intelectuais); domínio afetivo, (relacionados a sentimentos, emoções, gostos ou atitudes); domínio psicomotor (que ressaltam o uso e a coordenação dos músculos).
A educação vista sob o prisma da aprendizagem representa a vez e da voz, o resgate da vez e a oportunidade de ser levado em consideração. O conhecimento como cooperação, criatividade e criticidade, fomenta a liberdade e a coragem para transformar, sendo que o aprendiz se torna no sujeito ator como protagonista da sua aprendizagem. Porque nós estamos na educação formando o sujeito capaz de ter história própria, e não história copiada, reproduzida, na escola na sombra dos outros, parasitária. Uma história que permita ao sujeito participar da sociedade.
III. A APRENDIZAGEM NA VISÃO REVOLUCIONÁRIA DE PAULO FREIRE
Não é possível fazer uma reflexão sobre o que é a educação sem refletir sobre o próprio homem. O cão e a árvore também são inacabados, mas o homem se sabe inacabado por isso se educa. A educação é uma resposta da finitude da infinitude. A educação é possível para o homem, porque este é inacabado e sabe-se inacabado. Isto o leva A sua perfeição.
O homem deve ser sujeito de sua própria educação, ninguém educa ninguém, o homem como ser inacabado, está em constante busca com outros seres. A sabedoria parte da ignorância. Não há ignorantes absolutos. Se num grupo de camponeses conversamos sobre colheitas, devemos ficar atentos para a possibilidade de eles saberem muito mais do que nós. Devemos analisar diferentes grupos, pois não podemos julgar as pessoas como ignorantes, cada uma tem algo a nos ensinar, o que falta a essas pessoas é um saber sistematizado.
Com base no inacabamento, nasce o problema da esperança e da desesperança. Eu espero na medida em que começo a busca, pois não seria possível buscar sem esperança. Uma educação sem esperança não é educação. Aqui nos diz sobre a importância da esperança na educação, pois através dela haverá mudanças. Lembrando também a esperança na educação dos camponeses.
Sobre o homem, Paulo Freire afirma que este homem está no mundo e em relação com o mundo. Se apenas estivesse no mundo não haveria transcendência nem se objetivaria a si mesmo. O animal não é um ser de relações, mas de contatos. Está no mundo e não com o mundo. Aqui encontramos uma diferença entre o homem e o animal, pois o homem está no mundo e com o mundo tendo relações, enquanto o animal apenas está no mundo e tem contatos. Estes contatos são sensoriais na medida em que o animal não é capaz de refletir sobre as sensações oriundas dos seus sentidos. A primeira característica desta relação é de refletir sobre este mesmo ato. Reflexão do homem em face de realidade. A Segunda característica é a conseqüência resultante da criação e recriação que assemelha o homem a Deus. As relações do homem são também temporais e transcendentais.
Paulo Freire assiná-la também que a educação tem como elemento fundamental, como seu sujeito, o homem que busca, por meio dela, a superação de suas imperfeições, de seu saber relativo.
Freire comenta os diferentes aspectos que devem ser levados em cota no processo de alfabetização e conscientização de adultos. Relação íntima, dialética, com o contexto da sociedade onde se desenvolve este processo. A primeira característica, por exemplo, faz com que o homem , no caso o educando reflita sobre sua própria realidade e quando ele à compreende , é capaz de transformá-la .
Já a Segunda característica nos mostra a capacidade que o homem tem de criar e recriar que o assemelha a Deus. A educação deve estimular a opção e afirmar o homem como homem. Adaptar é acomodar, não transformar. Em todo homem existe um ímpeto criador, que nasce da inconclusão do homem. Cabe a educação desenvolver este ímpeto de criador, devemos dar oportunidades para que os educandos sejam eles mesmos, desenvolver neles uma consciência crítica que permite o homem transformar a realidade.
quarta-feira, 17 de junho de 2009
sexta-feira, 15 de maio de 2009
EDUCAÇÃO - Da Utopia à Realidade
autora: Ana de Paula Rodrigues - formanda em Pedagogia pela Unopar - Universidade Norte do Paraná.
Para se falar em desenvolvimento, é necessário antes refletir sobre a educação, e por falar nesta, é preciso pensar nos caminhos que esta vem transitando nos corredores dos tempos.
Não quero fazer aqui nenhuma alusão filosófica ou psicológica, quero apenas firmar o compromisso que o educador moderno deve ter ao pensar a educação como um modelo de desenvolvimento e aprendizagem. Claro está que para fazer isso, é preciso, indubitavelmente, fazer um passeio pela filosofia e consequentemente chegar até a psicologia. Sem, contudo, entrar na briga da importância ou do surgimento dessa ou daquela. O que importa, é legado que ambas deixaram para o fazer educacional.
O ser humano é um ser pensante, que busca a verdade (Sócrates, séc. IV a.C.), porém sem se tornar dono da mesma, dotado de razão, razão? Neste ponto esta palavra parece forte, né? Parece coisa de Descartes no seu “Cogito Ergo Sun: penso, logo existo”. O que é existir então? A busca da verdade? Um briga particular que se arrastou pelos anais dos tempos e se fundiu numa única verdade, a psicologia.
O surgimento do seu conceito enquanto ciência, (século XIX), pleiteou a condição de campo próprio do conhecimento, não trazendo soluções para os problemas trazidos pela educação ao longo dos tempos, mas para levar o educador a refletir na sua prática, buscando os porquês da falhas até então acarretadas.
Não está o método cientifico pautado na observação e na experimentação? A psicologia enquanto ciência está na vivencia do próprio conhecimento. O fazer do mesmo para o despertar da realidade.
Procurar justificar-se na psicologia é literalmente mergulhar-se no fracasso escolar. Deve se considerar o processo como um todo, métodos e práticas inter-relacionadas às técnicas para a busca do conhecimento sem fragmentação, mas completo em si mesmo. Teoria e prática num mesmo patamar.
Ao educador compete uma visão muito clara não apenas de “o que ensinar, mas, como ensinar”. Essa visão meio lúdica, parece fragmentada em conceitos pré-estabelecidos por diversos pensadores, mas o que trago como ponto de reflexão é que, a educação é o resultado de um processo de estudos e pesquisas sobre tudo que diz respeito ao ser humano, suas relações com o meio, sua visão de mundo e os caminhos que este busca para justificar a sua existência.
Atrevo-me até a citar o químico francês, Antoine Laurent de Lavoisier ao dizer que “na natureza, nada se perde, nada se cria, tudo se transforma”. Nesse caso, o conhecimento, acredito, é o resultado de uma transformação progressiva, nada estanque. Processa-se em cada época e de diferentes formas. Ou seja, o conhecimento está sempre se renovando diante das novas tecnologias. Isso explica a citação anterior. Nos tempos modernos se conhece uma forma de conhecimento até então pautado numa realidade ainda não vista. Os passos da educação são lentos e por isso, se busca justificativas para a explicação lógica desse ou daquele fenômeno, uma forma presunçosa de ver o mundo (FIGUEIREDO & SANTI, 2007).
Sob um olhar um tanto crítico do assunto, o ser humano já nasce moldurado pela sociedade em que deve habitar, já se lhe cria um modelo e um padrão que supostamente ele deva seguir para se tornar um homem de “sucesso”. As instituições sociais se encarregam muito bem desse papel, a família enquanto ponto de partida, a igreja, a escola, a turma do futebol, são todos ao mesmo tempo simbolismo que o individuo deva se ajustar para se firmar e ser denominado um “ser humano”. Ele deve seguir um padrão ético em cada uma dessas instituições sociais para não ser excluso, ou seja, mascara-se criando uma falsa identidade para se firmar.
Dentro dessa realidade, podemos dizer que o direito da criança não ser criança, já foi burlada há muito tempo. Os modelismos massificados são a nova prole que fecunda uma educação de fachada que busca na psicologia uma explicação para seu não sucesso.
A má formação docente e a displicência discente caminham lado-a-lado se apoiando uma na outra numa realidade utópica de uma educação que se diz moderna. Onde se perdeu a família e o que é ser professor nos dias atuais?
REFERÊNCIAS:
FIGUEIREDO, L. C. Matrizes do pensamento psicológico. Petrópolis, vozes, 1991.
SILVA, Rafael Bianchi – Desenvolvimento e comportamento humano: pedagogia / Rafael Bianchi Silva, - São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2009.
LAJONQUIÈRE, Leandro – A infância que inventamos e as escolas de ontem e de hoje. Artigo publicado originalmente na Revista Estilos Clínicos, jun. 2003, v. 8, n. 15, p. 140-159.
http://pt.shvoong.com/social-sciences/anthropology/1784040-desenvolvimento-comportamento-humano/ acesso em 06 mai, 2009.
http://www.cdcc.usp.br/quimica/galeria/lavoisier.html . acesso em 15 mai, 2009.
Para se falar em desenvolvimento, é necessário antes refletir sobre a educação, e por falar nesta, é preciso pensar nos caminhos que esta vem transitando nos corredores dos tempos.
Não quero fazer aqui nenhuma alusão filosófica ou psicológica, quero apenas firmar o compromisso que o educador moderno deve ter ao pensar a educação como um modelo de desenvolvimento e aprendizagem. Claro está que para fazer isso, é preciso, indubitavelmente, fazer um passeio pela filosofia e consequentemente chegar até a psicologia. Sem, contudo, entrar na briga da importância ou do surgimento dessa ou daquela. O que importa, é legado que ambas deixaram para o fazer educacional.
O ser humano é um ser pensante, que busca a verdade (Sócrates, séc. IV a.C.), porém sem se tornar dono da mesma, dotado de razão, razão? Neste ponto esta palavra parece forte, né? Parece coisa de Descartes no seu “Cogito Ergo Sun: penso, logo existo”. O que é existir então? A busca da verdade? Um briga particular que se arrastou pelos anais dos tempos e se fundiu numa única verdade, a psicologia.
O surgimento do seu conceito enquanto ciência, (século XIX), pleiteou a condição de campo próprio do conhecimento, não trazendo soluções para os problemas trazidos pela educação ao longo dos tempos, mas para levar o educador a refletir na sua prática, buscando os porquês da falhas até então acarretadas.
Não está o método cientifico pautado na observação e na experimentação? A psicologia enquanto ciência está na vivencia do próprio conhecimento. O fazer do mesmo para o despertar da realidade.
Procurar justificar-se na psicologia é literalmente mergulhar-se no fracasso escolar. Deve se considerar o processo como um todo, métodos e práticas inter-relacionadas às técnicas para a busca do conhecimento sem fragmentação, mas completo em si mesmo. Teoria e prática num mesmo patamar.
Ao educador compete uma visão muito clara não apenas de “o que ensinar, mas, como ensinar”. Essa visão meio lúdica, parece fragmentada em conceitos pré-estabelecidos por diversos pensadores, mas o que trago como ponto de reflexão é que, a educação é o resultado de um processo de estudos e pesquisas sobre tudo que diz respeito ao ser humano, suas relações com o meio, sua visão de mundo e os caminhos que este busca para justificar a sua existência.
Atrevo-me até a citar o químico francês, Antoine Laurent de Lavoisier ao dizer que “na natureza, nada se perde, nada se cria, tudo se transforma”. Nesse caso, o conhecimento, acredito, é o resultado de uma transformação progressiva, nada estanque. Processa-se em cada época e de diferentes formas. Ou seja, o conhecimento está sempre se renovando diante das novas tecnologias. Isso explica a citação anterior. Nos tempos modernos se conhece uma forma de conhecimento até então pautado numa realidade ainda não vista. Os passos da educação são lentos e por isso, se busca justificativas para a explicação lógica desse ou daquele fenômeno, uma forma presunçosa de ver o mundo (FIGUEIREDO & SANTI, 2007).
Sob um olhar um tanto crítico do assunto, o ser humano já nasce moldurado pela sociedade em que deve habitar, já se lhe cria um modelo e um padrão que supostamente ele deva seguir para se tornar um homem de “sucesso”. As instituições sociais se encarregam muito bem desse papel, a família enquanto ponto de partida, a igreja, a escola, a turma do futebol, são todos ao mesmo tempo simbolismo que o individuo deva se ajustar para se firmar e ser denominado um “ser humano”. Ele deve seguir um padrão ético em cada uma dessas instituições sociais para não ser excluso, ou seja, mascara-se criando uma falsa identidade para se firmar.
Dentro dessa realidade, podemos dizer que o direito da criança não ser criança, já foi burlada há muito tempo. Os modelismos massificados são a nova prole que fecunda uma educação de fachada que busca na psicologia uma explicação para seu não sucesso.
A má formação docente e a displicência discente caminham lado-a-lado se apoiando uma na outra numa realidade utópica de uma educação que se diz moderna. Onde se perdeu a família e o que é ser professor nos dias atuais?
REFERÊNCIAS:
FIGUEIREDO, L. C. Matrizes do pensamento psicológico. Petrópolis, vozes, 1991.
SILVA, Rafael Bianchi – Desenvolvimento e comportamento humano: pedagogia / Rafael Bianchi Silva, - São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2009.
LAJONQUIÈRE, Leandro – A infância que inventamos e as escolas de ontem e de hoje. Artigo publicado originalmente na Revista Estilos Clínicos, jun. 2003, v. 8, n. 15, p. 140-159.
http://pt.shvoong.com/social-sciences/anthropology/1784040-desenvolvimento-comportamento-humano/ acesso em 06 mai, 2009.
http://www.cdcc.usp.br/quimica/galeria/lavoisier.html . acesso em 15 mai, 2009.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
O Poder da Linguagem Oral e Escrita
O Poder da Linguagem Oral e Escrita
Ao abordar a temática desde trabalho, Fundamentos e Metodologias do Ensino da Linguagem Oral e Escrita, pude perceber citações muito importantes sobre o tema em questão.
Tal abordagem trouxe informações que até então parecem pouco discutidas no âmbito da educação. Vários psicólogos e fonoaudiólogos trataram o assunto com relevância tal que devem ser consideradas nesta pesquisa.
A linguagem é um sistema finito de princípios e regras que permitem ao falante codificar significados em sons e ao ouvinte, decodificar sons em significados(ARQUIVO NEUROPSIQUIÁTRICO – 2004)
De acordo com o relatório do Dr. Márcio Pezzine França, o trabalho realizado de pesquisa com crianças que completariam 6 anos de idade no nível B do jardim de Infância do Colégio Farroupilha (Porto Alegre –RS –Brasil),
“...Foi identificar fatores não lingüísticos envolvidos na aquisição fonológica e descrever a relação da aquisição fonológica com alterações na escrita,... atribuindo numericamente a relação entre o desenvolvimento da linguagem oral e escrita em uma população de escolares em que foi possível controlar fatores sócio-econômicos-culturais e variações de metodologias de ensino.
Esse importante trabalho dos pesquisadores, trouxe à tona alguns fatores que interferem nesse processo de aquisição da linguagem tanto oral como escritas, fatores como simples fato da criança que é apegada à chupeta a partir do nascimento e carrega esse hábito por um longo período de tempo em sua vida. Outro fator também descoberto pelos pesquisadores foi u uso da mamadeira, porém, esta com menor relevância, visto que o ato de mamar ocorre em períodos controlados durante o dia, ou seja, a criança fica com a musculatura facial em contato com o bico da mamadeira por pouco tempo, não tanto quanto à chupeta.
Pois bem, Andreia Maria Cavaminami Lugle afirma em seu trabalho que as crianças, mesmo antes do seu nascimento, já manifesta as suas vontades de comunicação. Após o nascimento, ela chora, expressando muitas vezes um desconforto, fome, calor ou frio e assim sucessivamente. Com o passar dos meses, suas vontades de expressão tornam-se mais acentuadas. A criança balbucia pequenas palavras que são entendidas pelas pessoas que circundam o seu mundo. A criança diz “ma” querendo dizer mamãe, “pa”, querendo dizer pai, e reforçar esses balbucios, mesmo que “bonitinhos”, é estar ensinando a criança a falar de forma equivocada. O trabalho de correção dessa fala é um trabalho difícil e duradouro. Os vícios vão se aglomerando e para a criança, uma vez que ela disse alguma coisa e alguém repetiu, ela vai julgar que está certo e continuará, repetindo e repetindo até se habituar àquela forma de linguagem.
Um bebê de quatro meses que emite certa variedade de sons quando está sozinho, por exemplo, poderá, repeti-los nas interações com os adultos ou com as crianças, como forma de estabelecer uma comunicação (BRASIL, 1998, p.125).
De acordo com Nicolau (1999, p.121) existem algum requisitos para que a criança se desenvolva na alfabetização, esse pré-requisitos não obedecem um ordem específica e sim variam de acordo com cada criança. Algumas delas os desenvolverá ao mesmo tempo, e dificilmente se saberá onde começa um e termina outro. O esquema corporal por exemplo, fará com que a criança descubra o potencial do seu corpo, lateralidade, noções de tamnho e espaço, etc. essas descobertas acarretaram num desenvolvimento voltado para o concreto. A criança possui a tendência de copiar os modelos que estão à sua volta, os Pais, professores e assim por diante.
No desenvolvimento espacial e temporal, a criança começa a descobrir o seu ambiente, desviar-se de um móvel ao engatinhar, entrar debaixo da cama, enfim, passar a explorar o ambiente que a cerca.
Ao conseguir relacionar ontem, hoje, depois, a criança terá adquirido a noção de seqüência, tão necessária à leitura e à escrita, pois as palavras se constituem numa seqüência bem determinada de letras e de silabas, e as sentenças, em seqüências de palavras (NICOLAU, 1999, p.122).
A percepção dos sons é muito importante para que a criança aprenda o significado das letras nas palavras, segundo Fortes (2004)
A meta é ouvir semelhanças e diferenças entre os sons das letras quando elas soam nas palavras, preparando a criança para as discriminações necessárias no processo de aprendizagem da leitura e da escrita.
Desenvolver a motricidade é essencial para o desenvolvimento da expressão oral e escrita. A criança é um ser que necessita de vivências concretas e relações estabelecidas de acordo com sua necessidade, dessa forma, todas as atividades devem ser planejadas, considerando a criança em seu contexto social, afetivo e cognitivo, portanto, o educador deve respeitar as fases do desenvolvimento da criança, segundo Ferrero (2001):
I. GARATUJA;
II. PRÉ-SILÁBICA;
III. SILÁBICA;
IV. SILÁBICA-ALFABÉTICA;
V. ALFABÉTICA.
Cada uma dessas fases, representa um estágio no desenvolvimento da criança que foi marcado pelo período de adaptação, anteriormente citado.
O educador deve estar atento para não queimar nenhuma dessas fases. A criança está fadada a aprender e isso irá acontecer de forma gradual e consecutiva, tornando nada mais que a conseqüência de um processo muito bem estudado por estudiosos da educação.
Comentando e refletindo...
O desenvolvimento da linguagem oral e escrita da criança como vimos, nada mais é do que o resultado de um processo que tem inicio desde o nascimento e que vai acontecendo durante o crescimento da criança. Esse processo passa por etapas que devem ser observados tanto pelos pais quanto pelos educadores nas creches e/ou pré-escola.
Os bicos (chupetas), mamadeiras, as palavras bonitinhas ditas pelas crianças, são fatores que irão influenciar no desenvolvimento da linguagem das crianças de forma a prejudicá-las potencialmente. Estudos comprovaram isso.
A criança é uma jóia a ser lapidada e somente poderá sê-lo por alguém devidamente credenciado para tal, nesse caso, um pedagogo capacitado e voltado para a sua função com o amor e o carinho necessário para o bom desenvolvimento de sua profissão.
A criança deve ser estimulada a pronunciar corretamente as palavras de modo a repeti-las sempre que possível. O trabalho do educador é o de conduzir esse aprendizado da melhor forma possível, pesquisando, estudando e aprendendo novas metodologias para lidar com seres tão pequenos e carentes.
Estimular a imaginação por meio de histórias e contos de fadas, musicas, fará com que a criança descubra o mundo grandioso da fantasia que está à sua volta e dele ela irá tirar tudo aquilo que ela precisa para desenvolver a sua escrita e a sua fala segundo critérios estabelecidos.
Ao associar as diversas leituras de textos infantis e de mundo ao seu conhecimento do esquema corporal e espacial, a criança passa associar a importância do seu ser, com a necessidade de se fazer reconhecer através do verbal e da escrita. Começando então na escola através da ludicidade e do aprendizado, a aceitação de suas semelhança e diferenças, a inclusão de classes e junto a isso a inclusão social de ideais, do ser humano, ato e diversidade de comunicação.
REFERÊNCIAS
BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Referencial curricular nacional para a educação infantil. Brasília: MEC/SEF, 1998.
FERRERO, Emilia. Reflexões sobre a alfabetização. 24. Ed. São Paulo: Cortez, 2001.
NICOLAU, Marieta Lucia Machado. A educação pré-escolar: fundamentos da didática. Saõ Paulo: Ática, 1999.
FRANÇA, Marcio Pezzine, Clarice Lehnen Wolf, Sônia Moojen, Newra Tellechea Rota – Aquisição da linguagem oral – relação e risco para a linguagem escrita – discurso – agosto, 2003
http://www.webartigos.com/articles/5745/1/o-desenvolvimento-da-linguagem-oral-e-escrita-da-crianca-de-0-a-6-anos/pagina1.html acesso em 12 mai. 2009.
Ao abordar a temática desde trabalho, Fundamentos e Metodologias do Ensino da Linguagem Oral e Escrita, pude perceber citações muito importantes sobre o tema em questão.
Tal abordagem trouxe informações que até então parecem pouco discutidas no âmbito da educação. Vários psicólogos e fonoaudiólogos trataram o assunto com relevância tal que devem ser consideradas nesta pesquisa.
A linguagem é um sistema finito de princípios e regras que permitem ao falante codificar significados em sons e ao ouvinte, decodificar sons em significados(ARQUIVO NEUROPSIQUIÁTRICO – 2004)
De acordo com o relatório do Dr. Márcio Pezzine França, o trabalho realizado de pesquisa com crianças que completariam 6 anos de idade no nível B do jardim de Infância do Colégio Farroupilha (Porto Alegre –RS –Brasil),
“...Foi identificar fatores não lingüísticos envolvidos na aquisição fonológica e descrever a relação da aquisição fonológica com alterações na escrita,... atribuindo numericamente a relação entre o desenvolvimento da linguagem oral e escrita em uma população de escolares em que foi possível controlar fatores sócio-econômicos-culturais e variações de metodologias de ensino.
Esse importante trabalho dos pesquisadores, trouxe à tona alguns fatores que interferem nesse processo de aquisição da linguagem tanto oral como escritas, fatores como simples fato da criança que é apegada à chupeta a partir do nascimento e carrega esse hábito por um longo período de tempo em sua vida. Outro fator também descoberto pelos pesquisadores foi u uso da mamadeira, porém, esta com menor relevância, visto que o ato de mamar ocorre em períodos controlados durante o dia, ou seja, a criança fica com a musculatura facial em contato com o bico da mamadeira por pouco tempo, não tanto quanto à chupeta.
Pois bem, Andreia Maria Cavaminami Lugle afirma em seu trabalho que as crianças, mesmo antes do seu nascimento, já manifesta as suas vontades de comunicação. Após o nascimento, ela chora, expressando muitas vezes um desconforto, fome, calor ou frio e assim sucessivamente. Com o passar dos meses, suas vontades de expressão tornam-se mais acentuadas. A criança balbucia pequenas palavras que são entendidas pelas pessoas que circundam o seu mundo. A criança diz “ma” querendo dizer mamãe, “pa”, querendo dizer pai, e reforçar esses balbucios, mesmo que “bonitinhos”, é estar ensinando a criança a falar de forma equivocada. O trabalho de correção dessa fala é um trabalho difícil e duradouro. Os vícios vão se aglomerando e para a criança, uma vez que ela disse alguma coisa e alguém repetiu, ela vai julgar que está certo e continuará, repetindo e repetindo até se habituar àquela forma de linguagem.
Um bebê de quatro meses que emite certa variedade de sons quando está sozinho, por exemplo, poderá, repeti-los nas interações com os adultos ou com as crianças, como forma de estabelecer uma comunicação (BRASIL, 1998, p.125).
De acordo com Nicolau (1999, p.121) existem algum requisitos para que a criança se desenvolva na alfabetização, esse pré-requisitos não obedecem um ordem específica e sim variam de acordo com cada criança. Algumas delas os desenvolverá ao mesmo tempo, e dificilmente se saberá onde começa um e termina outro. O esquema corporal por exemplo, fará com que a criança descubra o potencial do seu corpo, lateralidade, noções de tamnho e espaço, etc. essas descobertas acarretaram num desenvolvimento voltado para o concreto. A criança possui a tendência de copiar os modelos que estão à sua volta, os Pais, professores e assim por diante.
No desenvolvimento espacial e temporal, a criança começa a descobrir o seu ambiente, desviar-se de um móvel ao engatinhar, entrar debaixo da cama, enfim, passar a explorar o ambiente que a cerca.
Ao conseguir relacionar ontem, hoje, depois, a criança terá adquirido a noção de seqüência, tão necessária à leitura e à escrita, pois as palavras se constituem numa seqüência bem determinada de letras e de silabas, e as sentenças, em seqüências de palavras (NICOLAU, 1999, p.122).
A percepção dos sons é muito importante para que a criança aprenda o significado das letras nas palavras, segundo Fortes (2004)
A meta é ouvir semelhanças e diferenças entre os sons das letras quando elas soam nas palavras, preparando a criança para as discriminações necessárias no processo de aprendizagem da leitura e da escrita.
Desenvolver a motricidade é essencial para o desenvolvimento da expressão oral e escrita. A criança é um ser que necessita de vivências concretas e relações estabelecidas de acordo com sua necessidade, dessa forma, todas as atividades devem ser planejadas, considerando a criança em seu contexto social, afetivo e cognitivo, portanto, o educador deve respeitar as fases do desenvolvimento da criança, segundo Ferrero (2001):
I. GARATUJA;
II. PRÉ-SILÁBICA;
III. SILÁBICA;
IV. SILÁBICA-ALFABÉTICA;
V. ALFABÉTICA.
Cada uma dessas fases, representa um estágio no desenvolvimento da criança que foi marcado pelo período de adaptação, anteriormente citado.
O educador deve estar atento para não queimar nenhuma dessas fases. A criança está fadada a aprender e isso irá acontecer de forma gradual e consecutiva, tornando nada mais que a conseqüência de um processo muito bem estudado por estudiosos da educação.
Comentando e refletindo...
O desenvolvimento da linguagem oral e escrita da criança como vimos, nada mais é do que o resultado de um processo que tem inicio desde o nascimento e que vai acontecendo durante o crescimento da criança. Esse processo passa por etapas que devem ser observados tanto pelos pais quanto pelos educadores nas creches e/ou pré-escola.
Os bicos (chupetas), mamadeiras, as palavras bonitinhas ditas pelas crianças, são fatores que irão influenciar no desenvolvimento da linguagem das crianças de forma a prejudicá-las potencialmente. Estudos comprovaram isso.
A criança é uma jóia a ser lapidada e somente poderá sê-lo por alguém devidamente credenciado para tal, nesse caso, um pedagogo capacitado e voltado para a sua função com o amor e o carinho necessário para o bom desenvolvimento de sua profissão.
A criança deve ser estimulada a pronunciar corretamente as palavras de modo a repeti-las sempre que possível. O trabalho do educador é o de conduzir esse aprendizado da melhor forma possível, pesquisando, estudando e aprendendo novas metodologias para lidar com seres tão pequenos e carentes.
Estimular a imaginação por meio de histórias e contos de fadas, musicas, fará com que a criança descubra o mundo grandioso da fantasia que está à sua volta e dele ela irá tirar tudo aquilo que ela precisa para desenvolver a sua escrita e a sua fala segundo critérios estabelecidos.
Ao associar as diversas leituras de textos infantis e de mundo ao seu conhecimento do esquema corporal e espacial, a criança passa associar a importância do seu ser, com a necessidade de se fazer reconhecer através do verbal e da escrita. Começando então na escola através da ludicidade e do aprendizado, a aceitação de suas semelhança e diferenças, a inclusão de classes e junto a isso a inclusão social de ideais, do ser humano, ato e diversidade de comunicação.
REFERÊNCIAS
BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Referencial curricular nacional para a educação infantil. Brasília: MEC/SEF, 1998.
FERRERO, Emilia. Reflexões sobre a alfabetização. 24. Ed. São Paulo: Cortez, 2001.
NICOLAU, Marieta Lucia Machado. A educação pré-escolar: fundamentos da didática. Saõ Paulo: Ática, 1999.
FRANÇA, Marcio Pezzine, Clarice Lehnen Wolf, Sônia Moojen, Newra Tellechea Rota – Aquisição da linguagem oral – relação e risco para a linguagem escrita – discurso – agosto, 2003
http://www.webartigos.com/articles/5745/1/o-desenvolvimento-da-linguagem-oral-e-escrita-da-crianca-de-0-a-6-anos/pagina1.html acesso em 12 mai. 2009.
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Cuidar e Educar - uma necessidade escolar
1. CUIDAR E EDUCAR – UMA NECESSIDADE ESCOLAR
Para se falar em educação, seja qual for o assunto, nessa pesquisa achei interessante começar esboçando aqui, algumas pessoas que se destacaram por seu trabalho, principalmente na área infantil que é o nosso caso. Assim sendo, nos reportaremos conhecendo um pouco desse trabalho
Em seu trabalho, Froebel afirma em sua obra A educação do homem ( 1826 ) que "a educação é o processo pelo qual o indivíduo desenvolve a condição humana autoconsciente, com todos os seus poderes funcionando completa e harmoniosamente, em relação à natureza e à sociedade. Além do mais, era o mesmo processo pelo qual a humanidade, como um todo, originariamente se elevara acima do plano animal e continuara a se desenvolver até a sua condição atual. Implica tanto a evolução individual quanto a universal".Esse conceito de parte-todo foi um dos mais bem desenvolvidos por Froebel. Cada objeto é parte de algo mais geral e é também uma unidade, se for considerado em relação a si mesmo. No campo das relações humanas, o indivíduo é, para ele, uma unidade, quando considerado em si mesmo, mas mantém uma relação com o todo, isto é, incorpora-se a outros homens para atingir certos objetivos.
Principais concepções educacionais:
A educação deve basear-se na evolução natural das atividades da criança. O objetivo do ensino é sempre extrair mais do homem do que colocar mais e mais dentro dele. A criança não deve ser iniciada em nenhum novo assunto enquanto não estiver madura para ele. O verdadeiro desenvolvimento advém de atividades espontâneas.
Na educação inicial da criança o brinquedo é um processo essencial. Os currículos das escolas devem basear-se nas atividades e interesses de cada fase da vida da criança.
A grande tarefa da educação consiste em ajudar o homem a conhecer a si próprio, a viver em paz com a natureza e em união com Deus. É o que ele chamou de educação integral. Sua concepção de ser humano era profundamente religiosa.
Sua proposta pode ser caracterizada como um "currículo por atividades", no qual o caráter lúdico é o fator determinante da aprendizagem das crianças.Entende a educação como suporte no processo de apropriação do mundo pelo homem, é um modelo de educação esférica, onde os alunos aprendem em contato com o real, com as coisas em sua volta, com os objetos de aprendizagem. A Matemática só é entendida quando o sujeito for capaz de estruturar a realidade.Uma das melhores idéias com que Frobel contribuiu para a Pedagogia moderna foi a de que o ser humano é essencialmente dinâmico e produtivo, e não meramente receptivo. O homem é uma força auto-geradora e não uma esponja que absorve conhecimento do exterior.
Outro grande pesquisador do conhecimento humano foi o sueco Jean Piaget (1896-1980), que muito contribuiu para a realidade das escolas atuais.
Uma escola que se diz fundamentada na teoria de Jean Piaget, deve ter sua prática pedagógica, orientada por alguns princípios básicos:
Ø Ação- as crianças conhecem os objetos usando-os. Um esquema é aplicado a vários objetos e vários esquemas são aplicados a vários objetos.
Ø Representação- toda atividade deve ser representada, de modo a permitir que a criança manifeste o seu simbolismo.
Ø Atividades Grupais- o desenvolvimento da criança acontece no contato e na interação com outras crianças, daí a necessidade da promoção de atividades em grupo. Não se trata aqui da concepção comum do trabalho em grupo (que a escola interpretou como um grupo de alunos obrigados a trabalhar em conjunto). Piaget pressupõe que o grupo se forme espontaneamente e que o tema pesquisado seja com um verdadeiro problema do grupo. Cabe ao professor criar as situações problemáticas, mais nunca impor um tema.
Ø Organização- é adquirida através da atividade. É fazendo a atividade que a criança se organiza.
Ø Professor Problematizador- o professor é o desafiador da criança, ele cria dificuldades e problemas. Em escolas com essa fundamentação, a pré-escola não é um passatempo, e sim, um espaço que permite a diversificação e ampliação das experiências das crianças, promovendo a sua autonomia.
Ø Áreas do conhecimento humano- no currículo da pré-escola de orientação fundada nas TEORIAS PIAGETINAS, as diferentes áreas dos conhecimentos são integradas. O eixo central deste currículo são as atividades. Segundo Schliemann (1992) in Novas Contribuições da Psicologia aos processos de Ensino-Aprendizagem- Cortez editora, entre os princípios recomendados por Piaget para a educação matemática tem-se que’’... a criança é sempre mais capaz de compreender e fazer na ação do que de expressar verbalmente e conscientemente os princípios nos quais se baseiam suas ações...’’.
Para Vygotsky, Existem pelo menos dois níveis de desenvolvimento: um real, já adquirido ou formando, que determina o que a criança já é capaz de fazer por si própria, e um potencial, ou seja, a capacidade de aprender com outra pessoa.
A aprendizagem interage com o desenvolvimento, produzindo a abertura nas zonas de desenvolvimento proximal (distância entre aquilo que a criança faz sozinha e o que ela é capaz de fazer com a intervenção de um adulto; potencialidade para aprender, que não é a mesma para todas as pessoas; ou seja, distancia entre o nível de desenvolvimento real e o potencial) nas quais interações sociais são centrais, estando então, ambos os processos, aprendizagens e desenvolvimento, inter-relacionados; assim um conceito que se pretenda trabalhar, como por exemplo, em matemática, requer sempre um grau de experiência anterior para a criança.
O desenvolvimento cognitivo e produzido pelo processo de internalização da interação social com materiais fornecidos pela cultura, sendo que o processo se constrói de fora para dentro. Para Vygotsky, a atividade do sujeito refere-se ao domínio dos instrumentos de mediação, inclusive sua transformação por uma atividade mental. Para ele, o sujeito não e apenas ativo, mas interativo, porque forma conhecimentos e se constitui a partir de relações intra e interpessoais.
É na troca com outros sujeitos e consigo próprio que se vão internalizando conhecimentos, papeis e funções sociais, o que permite a formação de conhecimentos e da própria consciência. Trata-se de um processo que caminha do plano social – relações interpessoais – para o plano individual interno – relações intra – pessoal. Assim, a escola é o lugar onde a intervenção pedagógica intencional desencadeia o processo ensino – aprendizagem. O professor tem papel explicito de interferir no processo, diferentemente de situações informais nas quais a criança aprende por imersão em um ambiente cultural. Portanto, é papel do docente provocar avanços nos alunos e isso se torna possível com sua interferência na zona proximal. Vemos ainda como fator relevante para a educação, decorrente das interpretações das teorias de Vygotsky, a importância da atuação dos outros membros do grupo social na mediação entre a cultura e o individuo, pois uma intervenção deliberada desses membros da cultura, nessa perspectiva, essencial no processo de desenvolvimento. Isso nos mostra os processos pedagógicos como intencionais, deliberados, sendo o objetivo dessa intervenção: a construção de conceitos. O aluno não e tão somente o sujeito da aprendizagem, mas, aquele que aprende junto ao outro o que o seu grupo social produz, tais como: valores, linguagem e o próprio conhecimento. A formação de conceitos espontâneos ou cotidianos desenvolvidos no decorrer das interações sociais diferencia-se dos conceitos científicos adquiridos pelo ensino, parte de um sistema organizado de conhecimento.
A aprendizagem e fundamental ao desenvolvimento dos processos internos na interação com outras pessoas. Ao observar a zona proximal, o educador pode orientar o aprendizado no sentido de adiantar o desenvolvimento potencial de uma criança, tornando-o real. Nesse ínterim, o ensino deve passar do grupo para o individuo. Em outras palavras, o ambiente influenciaria a internalização das atividades cognitivas no individuo, de modo que, o aprendizado gere o desenvolvimento. Portanto, o desenvolvimento mental só pode realizar-se por intermédio do aprendizado.
2. RELATÓRIO DA ENTREVISTA COM EDUCADORES A RESPEITO DO CUIDAR E EDUCAR
Para evitar maiores transtornos, optei por denominar as educadoras entrevistadas de professora A e professora B. são duas pessoas que trabalham na Educação Infantil a mais de 10 anos numa pequena cidade do interior de Goiás.
Quando questionadas como elas trabalhavam a Educação Infantil, ou mais precisamente, como elas lidavam diante do desafio, cuidar e educar crianças nas séries iniciais, creches ou pré-escolas, a resposta foi bem parecida, ou seja, mudaram-se as palavras, porém, o contexto foi o mesmo, no meu entender.
As educadoras responderam que o trabalho é muito simples, tudo partia do principio da necessidade de cada uma. “cada criança é diferente uma da outra, então, fica fácil trabalhar à medida que se conhece cada uma”. A professora B afirmou que o trabalho é feito em conjunto com os pais que acompanham o desenvolvimento dos seus filhos e vai passando para a educadora cada transformação sentida em casa. Para ela, fica mais fácil este contato com os pais, pois, facilita na identificação das necessidades das crianças, conhece-os melhor, é como se ela se tornasse parte da família, compartilhando os seus problemas e suas aventuras. Diz a professora: “Quando tenho que pegar uma criança e levar ao banheiro, estou transmitindo a ela uma segurança que até então ela só sentia na presença da mãe. Eu não estou substituindo a mãe, pelo contrário, estou contribuindo para que ela se sinta à vontade num ambiente que não é a sua casa, com suas bonecas ou carrinhos, seu cãozinho. Enfim...” Essa segurança é o pilar para se trabalhar os conteúdos que devem ser trabalhados e as crianças o fazem com muita vontade e capricho.
A criança não deve ser tratada como um adulto em miniatura e sim, como a criança que realmente ela é. Proporcionamos momentos de alegrias para as crianças, permitindo que elas aprendam brincando, tanto na sala de aula que é muito apertada e quente, quanto no pátio da escola, nas aulinhas de campo, nos piqueniques. A gente corre, pula, cai no chão, rola, ri. Em alguns momentos ninguém sabe quem é criança e quem é adulto, na verdade, acreditamos que todos somos crianças. Não somos nós que estamos ensinando, e sim, aprendendo a sermos de novo as crianças que se adormeceram em nós.
A pequena Jhulia, 2 anos e meio, começa a fazer a tarefinha de pinat, por exemplo, ela se cansa e diz:”tia, queio mama”, é impossível não arrumar a mamadeira para uma carinha tão “pidona”, até as cozinheiras se sensibilizam, o coordenador então nem se fala, por ser homem, ele quase se desmancha.
Não podemos confundir zelo e cuidado, com mimos. Em momento algum devemos esquecer que não somos seus pais, estamos ali com um propósito que é mediar a aprendizagem daqueles seres tão machucados, apesar de serem ainda crianças, pelo sistema que não oferece muitos recursos técnicos para a gente estar se aperfeiçoando em nosso trabalho. Contamos apenas com a disposição dos funcionários que se desdobram e todos se tornam educadores. Parece que cada um chama a responsabilidade para si e a desempenha com muita presteza.
No final do período, o transporte escolar começa a chegar e levá-los embora, estamos esgotadas, mas, posso garantir, já estamos com saudades do pitchuquinhos.
3. REFLEXÃO SOBRE O TRABALHO.
Diante do exposto acima, pela pesquisa realizada a respeito das idéias de pessoas que viram a educação com olhos críticos e buscaram apontar soluções, pessoas estas que procuram em meio a erros e teorias que não deram certo, cabe-me dizer que para cada época, existe um processo educacional diferente, claro e evidente que a educação caminha a passos tão lentos, que os pensamentos de Piagget (1896 - 1980), por exemplo, não está tão distante da nossa realidade.
Busquei conhecer o que pensou cada um deles, os pesquisados, a respeito da educação infantil. Notei muita semelhança nos métodos utilizados. Alguns considerando o ensino como apenas uma ferramenta para justificar o crescimento humano e sua maneira de pensar (Piagget), outros, mais preocupados com o que acontece no interior de cada um, a partir do nascimento (Vygotsky), que em alguns momentos, parecia-me que ouve uma guerra de opiniões a respeito do desenvolvimento do ser humano, cada uma querendo justificar alguma coisa. Esse legado, o resultado dessa guerra, veio engrandecer a magia do processo educacional. Na verdade, todos eles estavam certos em seus diagnósticos. Hoje nosso trabalho como futuras educadoras deve ser firmado nesse conhecimento que foi passado por estas pessoas. Nosso aprendizado precisa disso, ser pautado em algo coerente, pois, diante da mágica da tecnologia, não é fácil fazer um educação séria, sem permitir que a mídia, por exemplo, seja motivo de corrupção mental para nossas crianças. Sabemos muito bem agora, como se processa a aquisição do conhecimento e qual o nosso trabalho diante desse desafio. Cuidar e educar ao mesmo tempo, fazendo educação e uma educação voltada para a nossa realidade.
4. REFERÊNCIAS
http://www.centrorefeducacional.com.br/piaget.html
http://www.centrorefeducacional.com.br/decroly.html
http://www.centrorefeducacional.com.br/vygotsky.html
http://www.centrorefeducacional.com.br/freinet.html
BRASIL. REFERENCIAL CURRICULAR PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL. v. 1, Brasília: MEC/SEF, 1998.
DEMO, Pedro. Complexidade e aprendizagem: a dinâmica não linear do conhecimento. São Paulo: Atlas, 2002.
GARCIA, Regina Leite. Em defesa da educação infantil. Rio de Janeiro: DPLA, 2001.
KRAMER, S. A política do pré-escolar no Brasil: a arte do disfarce. 5. ed. São Paulo: Cortez, 1995.
PALHARES, S. M. Educação infantil pós-LDB: rumos e desafios. 2. ed. Florianópolis: UFSC, 2000.
Para se falar em educação, seja qual for o assunto, nessa pesquisa achei interessante começar esboçando aqui, algumas pessoas que se destacaram por seu trabalho, principalmente na área infantil que é o nosso caso. Assim sendo, nos reportaremos conhecendo um pouco desse trabalho
Em seu trabalho, Froebel afirma em sua obra A educação do homem ( 1826 ) que "a educação é o processo pelo qual o indivíduo desenvolve a condição humana autoconsciente, com todos os seus poderes funcionando completa e harmoniosamente, em relação à natureza e à sociedade. Além do mais, era o mesmo processo pelo qual a humanidade, como um todo, originariamente se elevara acima do plano animal e continuara a se desenvolver até a sua condição atual. Implica tanto a evolução individual quanto a universal".Esse conceito de parte-todo foi um dos mais bem desenvolvidos por Froebel. Cada objeto é parte de algo mais geral e é também uma unidade, se for considerado em relação a si mesmo. No campo das relações humanas, o indivíduo é, para ele, uma unidade, quando considerado em si mesmo, mas mantém uma relação com o todo, isto é, incorpora-se a outros homens para atingir certos objetivos.
Principais concepções educacionais:
A educação deve basear-se na evolução natural das atividades da criança. O objetivo do ensino é sempre extrair mais do homem do que colocar mais e mais dentro dele. A criança não deve ser iniciada em nenhum novo assunto enquanto não estiver madura para ele. O verdadeiro desenvolvimento advém de atividades espontâneas.
Na educação inicial da criança o brinquedo é um processo essencial. Os currículos das escolas devem basear-se nas atividades e interesses de cada fase da vida da criança.
A grande tarefa da educação consiste em ajudar o homem a conhecer a si próprio, a viver em paz com a natureza e em união com Deus. É o que ele chamou de educação integral. Sua concepção de ser humano era profundamente religiosa.
Sua proposta pode ser caracterizada como um "currículo por atividades", no qual o caráter lúdico é o fator determinante da aprendizagem das crianças.Entende a educação como suporte no processo de apropriação do mundo pelo homem, é um modelo de educação esférica, onde os alunos aprendem em contato com o real, com as coisas em sua volta, com os objetos de aprendizagem. A Matemática só é entendida quando o sujeito for capaz de estruturar a realidade.Uma das melhores idéias com que Frobel contribuiu para a Pedagogia moderna foi a de que o ser humano é essencialmente dinâmico e produtivo, e não meramente receptivo. O homem é uma força auto-geradora e não uma esponja que absorve conhecimento do exterior.
Outro grande pesquisador do conhecimento humano foi o sueco Jean Piaget (1896-1980), que muito contribuiu para a realidade das escolas atuais.
Uma escola que se diz fundamentada na teoria de Jean Piaget, deve ter sua prática pedagógica, orientada por alguns princípios básicos:
Ø Ação- as crianças conhecem os objetos usando-os. Um esquema é aplicado a vários objetos e vários esquemas são aplicados a vários objetos.
Ø Representação- toda atividade deve ser representada, de modo a permitir que a criança manifeste o seu simbolismo.
Ø Atividades Grupais- o desenvolvimento da criança acontece no contato e na interação com outras crianças, daí a necessidade da promoção de atividades em grupo. Não se trata aqui da concepção comum do trabalho em grupo (que a escola interpretou como um grupo de alunos obrigados a trabalhar em conjunto). Piaget pressupõe que o grupo se forme espontaneamente e que o tema pesquisado seja com um verdadeiro problema do grupo. Cabe ao professor criar as situações problemáticas, mais nunca impor um tema.
Ø Organização- é adquirida através da atividade. É fazendo a atividade que a criança se organiza.
Ø Professor Problematizador- o professor é o desafiador da criança, ele cria dificuldades e problemas. Em escolas com essa fundamentação, a pré-escola não é um passatempo, e sim, um espaço que permite a diversificação e ampliação das experiências das crianças, promovendo a sua autonomia.
Ø Áreas do conhecimento humano- no currículo da pré-escola de orientação fundada nas TEORIAS PIAGETINAS, as diferentes áreas dos conhecimentos são integradas. O eixo central deste currículo são as atividades. Segundo Schliemann (1992) in Novas Contribuições da Psicologia aos processos de Ensino-Aprendizagem- Cortez editora, entre os princípios recomendados por Piaget para a educação matemática tem-se que’’... a criança é sempre mais capaz de compreender e fazer na ação do que de expressar verbalmente e conscientemente os princípios nos quais se baseiam suas ações...’’.
Para Vygotsky, Existem pelo menos dois níveis de desenvolvimento: um real, já adquirido ou formando, que determina o que a criança já é capaz de fazer por si própria, e um potencial, ou seja, a capacidade de aprender com outra pessoa.
A aprendizagem interage com o desenvolvimento, produzindo a abertura nas zonas de desenvolvimento proximal (distância entre aquilo que a criança faz sozinha e o que ela é capaz de fazer com a intervenção de um adulto; potencialidade para aprender, que não é a mesma para todas as pessoas; ou seja, distancia entre o nível de desenvolvimento real e o potencial) nas quais interações sociais são centrais, estando então, ambos os processos, aprendizagens e desenvolvimento, inter-relacionados; assim um conceito que se pretenda trabalhar, como por exemplo, em matemática, requer sempre um grau de experiência anterior para a criança.
O desenvolvimento cognitivo e produzido pelo processo de internalização da interação social com materiais fornecidos pela cultura, sendo que o processo se constrói de fora para dentro. Para Vygotsky, a atividade do sujeito refere-se ao domínio dos instrumentos de mediação, inclusive sua transformação por uma atividade mental. Para ele, o sujeito não e apenas ativo, mas interativo, porque forma conhecimentos e se constitui a partir de relações intra e interpessoais.
É na troca com outros sujeitos e consigo próprio que se vão internalizando conhecimentos, papeis e funções sociais, o que permite a formação de conhecimentos e da própria consciência. Trata-se de um processo que caminha do plano social – relações interpessoais – para o plano individual interno – relações intra – pessoal. Assim, a escola é o lugar onde a intervenção pedagógica intencional desencadeia o processo ensino – aprendizagem. O professor tem papel explicito de interferir no processo, diferentemente de situações informais nas quais a criança aprende por imersão em um ambiente cultural. Portanto, é papel do docente provocar avanços nos alunos e isso se torna possível com sua interferência na zona proximal. Vemos ainda como fator relevante para a educação, decorrente das interpretações das teorias de Vygotsky, a importância da atuação dos outros membros do grupo social na mediação entre a cultura e o individuo, pois uma intervenção deliberada desses membros da cultura, nessa perspectiva, essencial no processo de desenvolvimento. Isso nos mostra os processos pedagógicos como intencionais, deliberados, sendo o objetivo dessa intervenção: a construção de conceitos. O aluno não e tão somente o sujeito da aprendizagem, mas, aquele que aprende junto ao outro o que o seu grupo social produz, tais como: valores, linguagem e o próprio conhecimento. A formação de conceitos espontâneos ou cotidianos desenvolvidos no decorrer das interações sociais diferencia-se dos conceitos científicos adquiridos pelo ensino, parte de um sistema organizado de conhecimento.
A aprendizagem e fundamental ao desenvolvimento dos processos internos na interação com outras pessoas. Ao observar a zona proximal, o educador pode orientar o aprendizado no sentido de adiantar o desenvolvimento potencial de uma criança, tornando-o real. Nesse ínterim, o ensino deve passar do grupo para o individuo. Em outras palavras, o ambiente influenciaria a internalização das atividades cognitivas no individuo, de modo que, o aprendizado gere o desenvolvimento. Portanto, o desenvolvimento mental só pode realizar-se por intermédio do aprendizado.
2. RELATÓRIO DA ENTREVISTA COM EDUCADORES A RESPEITO DO CUIDAR E EDUCAR
Para evitar maiores transtornos, optei por denominar as educadoras entrevistadas de professora A e professora B. são duas pessoas que trabalham na Educação Infantil a mais de 10 anos numa pequena cidade do interior de Goiás.
Quando questionadas como elas trabalhavam a Educação Infantil, ou mais precisamente, como elas lidavam diante do desafio, cuidar e educar crianças nas séries iniciais, creches ou pré-escolas, a resposta foi bem parecida, ou seja, mudaram-se as palavras, porém, o contexto foi o mesmo, no meu entender.
As educadoras responderam que o trabalho é muito simples, tudo partia do principio da necessidade de cada uma. “cada criança é diferente uma da outra, então, fica fácil trabalhar à medida que se conhece cada uma”. A professora B afirmou que o trabalho é feito em conjunto com os pais que acompanham o desenvolvimento dos seus filhos e vai passando para a educadora cada transformação sentida em casa. Para ela, fica mais fácil este contato com os pais, pois, facilita na identificação das necessidades das crianças, conhece-os melhor, é como se ela se tornasse parte da família, compartilhando os seus problemas e suas aventuras. Diz a professora: “Quando tenho que pegar uma criança e levar ao banheiro, estou transmitindo a ela uma segurança que até então ela só sentia na presença da mãe. Eu não estou substituindo a mãe, pelo contrário, estou contribuindo para que ela se sinta à vontade num ambiente que não é a sua casa, com suas bonecas ou carrinhos, seu cãozinho. Enfim...” Essa segurança é o pilar para se trabalhar os conteúdos que devem ser trabalhados e as crianças o fazem com muita vontade e capricho.
A criança não deve ser tratada como um adulto em miniatura e sim, como a criança que realmente ela é. Proporcionamos momentos de alegrias para as crianças, permitindo que elas aprendam brincando, tanto na sala de aula que é muito apertada e quente, quanto no pátio da escola, nas aulinhas de campo, nos piqueniques. A gente corre, pula, cai no chão, rola, ri. Em alguns momentos ninguém sabe quem é criança e quem é adulto, na verdade, acreditamos que todos somos crianças. Não somos nós que estamos ensinando, e sim, aprendendo a sermos de novo as crianças que se adormeceram em nós.
A pequena Jhulia, 2 anos e meio, começa a fazer a tarefinha de pinat, por exemplo, ela se cansa e diz:”tia, queio mama”, é impossível não arrumar a mamadeira para uma carinha tão “pidona”, até as cozinheiras se sensibilizam, o coordenador então nem se fala, por ser homem, ele quase se desmancha.
Não podemos confundir zelo e cuidado, com mimos. Em momento algum devemos esquecer que não somos seus pais, estamos ali com um propósito que é mediar a aprendizagem daqueles seres tão machucados, apesar de serem ainda crianças, pelo sistema que não oferece muitos recursos técnicos para a gente estar se aperfeiçoando em nosso trabalho. Contamos apenas com a disposição dos funcionários que se desdobram e todos se tornam educadores. Parece que cada um chama a responsabilidade para si e a desempenha com muita presteza.
No final do período, o transporte escolar começa a chegar e levá-los embora, estamos esgotadas, mas, posso garantir, já estamos com saudades do pitchuquinhos.
3. REFLEXÃO SOBRE O TRABALHO.
Diante do exposto acima, pela pesquisa realizada a respeito das idéias de pessoas que viram a educação com olhos críticos e buscaram apontar soluções, pessoas estas que procuram em meio a erros e teorias que não deram certo, cabe-me dizer que para cada época, existe um processo educacional diferente, claro e evidente que a educação caminha a passos tão lentos, que os pensamentos de Piagget (1896 - 1980), por exemplo, não está tão distante da nossa realidade.
Busquei conhecer o que pensou cada um deles, os pesquisados, a respeito da educação infantil. Notei muita semelhança nos métodos utilizados. Alguns considerando o ensino como apenas uma ferramenta para justificar o crescimento humano e sua maneira de pensar (Piagget), outros, mais preocupados com o que acontece no interior de cada um, a partir do nascimento (Vygotsky), que em alguns momentos, parecia-me que ouve uma guerra de opiniões a respeito do desenvolvimento do ser humano, cada uma querendo justificar alguma coisa. Esse legado, o resultado dessa guerra, veio engrandecer a magia do processo educacional. Na verdade, todos eles estavam certos em seus diagnósticos. Hoje nosso trabalho como futuras educadoras deve ser firmado nesse conhecimento que foi passado por estas pessoas. Nosso aprendizado precisa disso, ser pautado em algo coerente, pois, diante da mágica da tecnologia, não é fácil fazer um educação séria, sem permitir que a mídia, por exemplo, seja motivo de corrupção mental para nossas crianças. Sabemos muito bem agora, como se processa a aquisição do conhecimento e qual o nosso trabalho diante desse desafio. Cuidar e educar ao mesmo tempo, fazendo educação e uma educação voltada para a nossa realidade.
4. REFERÊNCIAS
http://www.centrorefeducacional.com.br/piaget.html
http://www.centrorefeducacional.com.br/decroly.html
http://www.centrorefeducacional.com.br/vygotsky.html
http://www.centrorefeducacional.com.br/freinet.html
BRASIL. REFERENCIAL CURRICULAR PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL. v. 1, Brasília: MEC/SEF, 1998.
DEMO, Pedro. Complexidade e aprendizagem: a dinâmica não linear do conhecimento. São Paulo: Atlas, 2002.
GARCIA, Regina Leite. Em defesa da educação infantil. Rio de Janeiro: DPLA, 2001.
KRAMER, S. A política do pré-escolar no Brasil: a arte do disfarce. 5. ed. São Paulo: Cortez, 1995.
PALHARES, S. M. Educação infantil pós-LDB: rumos e desafios. 2. ed. Florianópolis: UFSC, 2000.
segunda-feira, 27 de abril de 2009
converter audio e video em vários formatos, faça aqui o download de dois programas super quentes, é só seguir o link e divertir, boa sorte!
http://superdownloads.uol.com.br/download/177/vdownloader-enrique-puertas/
http://www.baixaki.com.br/download/RealPlayer.htm
deixe seu comentário!
http://superdownloads.uol.com.br/download/177/vdownloader-enrique-puertas/
http://www.baixaki.com.br/download/RealPlayer.htm
deixe seu comentário!
baixar músicas grátis? siga o link abaixo, show de bola!
http://www.4shared.com/network/search.jsp
http://radio.musica.uol.com.br/canais.jhtm
http://www.4shared.com/network/search.jsp
http://radio.musica.uol.com.br/canais.jhtm
domingo, 26 de abril de 2009
Quando se faz com amor e dedicação aquilo que se gosta, a recompensa vem em forma de um sorriso meigo e carinho!
Marcadores:
alunos da minha escola de educação infantil
a verdade da educação
A VERDADE DA EDUCAÇÃO.
MENDES,zenildo - Educação Infantil - Pedagogo, UEG - Go.
Para podermos falar do papel da educação no desenvolvimento do sujeito ético-político, devemos primeiro entender melhor a realidade da educação e o seu verdadeiro papel diante da sociedade; para isso devemos nos reportar ao seu verdadeiro papel, desempenhado desde os tempos mais remotos.
Essa educação ao qual me refiro, é a educação que começa no seio familiar e daí se expande aos demais meios sociais que, em conjunto, irão formar o que os mais estudiosos denominam de sociedade.
Destacamos, então, o que foi dito pelo professor Msc. Gerisval Alves Pessoa no seu discurso em São Luiz, no que se refere à ética, uma vez que este é o nosso tema central.
O que é Ética?
“Princípios morais que governam as ações e decisões de um indivíduo ou grupo e que servem de diretrizes para orientar a prática e para se agir com correção e equidade ao se defrontar com dilemas morais.
É uma tentativa de separar o certo do errado; um estudo dos juízos para apreciar a conduta humana do ponto de vista do bem e do mal. É uma postura de vida relacionada com princípios gerais e universais presentes na consciência do indivíduo.
“É a investigação geral sobre aquilo que é bom”. (Prof. Gerisval Alves Pessoa).
Partindo então dessas palavras, fica fácil entender o papel da educação na formação do cidadão, papel este, que “parece” ter sido esquecido nas páginas de um livro amarelado pelo tempo. Essa mesma educação que massifica as pessoas, tornando-as prisioneiras do tempo. Pessoas que formam uma sociedade sem ética e sem consciência do seu verdadeiro papel no mundo, dessa forma, coexistem num sistema no qual, as idéias se perdem ou se fundem num emaranhado de opiniões que não nos levam a lugar nenhum. Daí, podemos perguntar convictos, cadê a educação? Ficou perdida nas promessas dos governos, sublinhada pela incompetência de educadores mal formados ou tenta se firmar no avanço tecnológico onde o formando se vale das mídias para justificar o seu insucesso?
Maria Lucia de Arruda Aranha, em seu livro “Filosofia da Educação” 1ª edição, quando aborda a questão da educação informal, deixa bem claro o papel da família, da religião, do trabalho e até mesmo dos meios de comunicação, porque elas “não obedecem a regras explicitas e nem são submetidas a controles rígidos externos”.
“... No entanto, a escola não existiu sempre, e também a sua natureza e importância variaram no tempo, dependendo das necessidades sócio-econômicas das sociedades onde esteve inserida...”. Contudo, essa educação brasileira elitizada na qual estamos submetidos, nada mais é que o resultado daquilo que foi proposto por modelos de educação de outros países, com outras realidades e que não soubemos como adequar às nossas próprias carências. O meio político da nossa sociedade então, se torna o retrato daquilo que fazemos, ou seja, cidadãos mal preparados para pensar e decidirem por conta própria o verdadeiro caminho a seguir ou até mesmo, nem acham o caminho.
Assim, podemos concluir que: a educação, enquanto alicerce da sociedade, precisa de pessoas compromissadas em causar transformação, mas que tenham consciência da nossa história porque, somos esse retrato massificado, nossa “máscara” reflete a nossa verdadeira identidade. Tiremos então essa mascara e assumamos de vez o papel, não de professores, mas de educadores compromissados em transformar a nossa sociedade numa sociedade voltada para o futuro e para os avanços tecnológicos.
MENDES,zenildo - Educação Infantil - Pedagogo, UEG - Go.
Para podermos falar do papel da educação no desenvolvimento do sujeito ético-político, devemos primeiro entender melhor a realidade da educação e o seu verdadeiro papel diante da sociedade; para isso devemos nos reportar ao seu verdadeiro papel, desempenhado desde os tempos mais remotos.
Essa educação ao qual me refiro, é a educação que começa no seio familiar e daí se expande aos demais meios sociais que, em conjunto, irão formar o que os mais estudiosos denominam de sociedade.
Destacamos, então, o que foi dito pelo professor Msc. Gerisval Alves Pessoa no seu discurso em São Luiz, no que se refere à ética, uma vez que este é o nosso tema central.
O que é Ética?
“Princípios morais que governam as ações e decisões de um indivíduo ou grupo e que servem de diretrizes para orientar a prática e para se agir com correção e equidade ao se defrontar com dilemas morais.
É uma tentativa de separar o certo do errado; um estudo dos juízos para apreciar a conduta humana do ponto de vista do bem e do mal. É uma postura de vida relacionada com princípios gerais e universais presentes na consciência do indivíduo.
“É a investigação geral sobre aquilo que é bom”. (Prof. Gerisval Alves Pessoa).
Partindo então dessas palavras, fica fácil entender o papel da educação na formação do cidadão, papel este, que “parece” ter sido esquecido nas páginas de um livro amarelado pelo tempo. Essa mesma educação que massifica as pessoas, tornando-as prisioneiras do tempo. Pessoas que formam uma sociedade sem ética e sem consciência do seu verdadeiro papel no mundo, dessa forma, coexistem num sistema no qual, as idéias se perdem ou se fundem num emaranhado de opiniões que não nos levam a lugar nenhum. Daí, podemos perguntar convictos, cadê a educação? Ficou perdida nas promessas dos governos, sublinhada pela incompetência de educadores mal formados ou tenta se firmar no avanço tecnológico onde o formando se vale das mídias para justificar o seu insucesso?
Maria Lucia de Arruda Aranha, em seu livro “Filosofia da Educação” 1ª edição, quando aborda a questão da educação informal, deixa bem claro o papel da família, da religião, do trabalho e até mesmo dos meios de comunicação, porque elas “não obedecem a regras explicitas e nem são submetidas a controles rígidos externos”.
“... No entanto, a escola não existiu sempre, e também a sua natureza e importância variaram no tempo, dependendo das necessidades sócio-econômicas das sociedades onde esteve inserida...”. Contudo, essa educação brasileira elitizada na qual estamos submetidos, nada mais é que o resultado daquilo que foi proposto por modelos de educação de outros países, com outras realidades e que não soubemos como adequar às nossas próprias carências. O meio político da nossa sociedade então, se torna o retrato daquilo que fazemos, ou seja, cidadãos mal preparados para pensar e decidirem por conta própria o verdadeiro caminho a seguir ou até mesmo, nem acham o caminho.
Assim, podemos concluir que: a educação, enquanto alicerce da sociedade, precisa de pessoas compromissadas em causar transformação, mas que tenham consciência da nossa história porque, somos esse retrato massificado, nossa “máscara” reflete a nossa verdadeira identidade. Tiremos então essa mascara e assumamos de vez o papel, não de professores, mas de educadores compromissados em transformar a nossa sociedade numa sociedade voltada para o futuro e para os avanços tecnológicos.
Assinar:
Postagens (Atom)
