O Poder da Linguagem Oral e Escrita
Ao abordar a temática desde trabalho, Fundamentos e Metodologias do Ensino da Linguagem Oral e Escrita, pude perceber citações muito importantes sobre o tema em questão.
Tal abordagem trouxe informações que até então parecem pouco discutidas no âmbito da educação. Vários psicólogos e fonoaudiólogos trataram o assunto com relevância tal que devem ser consideradas nesta pesquisa.
A linguagem é um sistema finito de princípios e regras que permitem ao falante codificar significados em sons e ao ouvinte, decodificar sons em significados(ARQUIVO NEUROPSIQUIÁTRICO – 2004)
De acordo com o relatório do Dr. Márcio Pezzine França, o trabalho realizado de pesquisa com crianças que completariam 6 anos de idade no nível B do jardim de Infância do Colégio Farroupilha (Porto Alegre –RS –Brasil),
“...Foi identificar fatores não lingüísticos envolvidos na aquisição fonológica e descrever a relação da aquisição fonológica com alterações na escrita,... atribuindo numericamente a relação entre o desenvolvimento da linguagem oral e escrita em uma população de escolares em que foi possível controlar fatores sócio-econômicos-culturais e variações de metodologias de ensino.
Esse importante trabalho dos pesquisadores, trouxe à tona alguns fatores que interferem nesse processo de aquisição da linguagem tanto oral como escritas, fatores como simples fato da criança que é apegada à chupeta a partir do nascimento e carrega esse hábito por um longo período de tempo em sua vida. Outro fator também descoberto pelos pesquisadores foi u uso da mamadeira, porém, esta com menor relevância, visto que o ato de mamar ocorre em períodos controlados durante o dia, ou seja, a criança fica com a musculatura facial em contato com o bico da mamadeira por pouco tempo, não tanto quanto à chupeta.
Pois bem, Andreia Maria Cavaminami Lugle afirma em seu trabalho que as crianças, mesmo antes do seu nascimento, já manifesta as suas vontades de comunicação. Após o nascimento, ela chora, expressando muitas vezes um desconforto, fome, calor ou frio e assim sucessivamente. Com o passar dos meses, suas vontades de expressão tornam-se mais acentuadas. A criança balbucia pequenas palavras que são entendidas pelas pessoas que circundam o seu mundo. A criança diz “ma” querendo dizer mamãe, “pa”, querendo dizer pai, e reforçar esses balbucios, mesmo que “bonitinhos”, é estar ensinando a criança a falar de forma equivocada. O trabalho de correção dessa fala é um trabalho difícil e duradouro. Os vícios vão se aglomerando e para a criança, uma vez que ela disse alguma coisa e alguém repetiu, ela vai julgar que está certo e continuará, repetindo e repetindo até se habituar àquela forma de linguagem.
Um bebê de quatro meses que emite certa variedade de sons quando está sozinho, por exemplo, poderá, repeti-los nas interações com os adultos ou com as crianças, como forma de estabelecer uma comunicação (BRASIL, 1998, p.125).
De acordo com Nicolau (1999, p.121) existem algum requisitos para que a criança se desenvolva na alfabetização, esse pré-requisitos não obedecem um ordem específica e sim variam de acordo com cada criança. Algumas delas os desenvolverá ao mesmo tempo, e dificilmente se saberá onde começa um e termina outro. O esquema corporal por exemplo, fará com que a criança descubra o potencial do seu corpo, lateralidade, noções de tamnho e espaço, etc. essas descobertas acarretaram num desenvolvimento voltado para o concreto. A criança possui a tendência de copiar os modelos que estão à sua volta, os Pais, professores e assim por diante.
No desenvolvimento espacial e temporal, a criança começa a descobrir o seu ambiente, desviar-se de um móvel ao engatinhar, entrar debaixo da cama, enfim, passar a explorar o ambiente que a cerca.
Ao conseguir relacionar ontem, hoje, depois, a criança terá adquirido a noção de seqüência, tão necessária à leitura e à escrita, pois as palavras se constituem numa seqüência bem determinada de letras e de silabas, e as sentenças, em seqüências de palavras (NICOLAU, 1999, p.122).
A percepção dos sons é muito importante para que a criança aprenda o significado das letras nas palavras, segundo Fortes (2004)
A meta é ouvir semelhanças e diferenças entre os sons das letras quando elas soam nas palavras, preparando a criança para as discriminações necessárias no processo de aprendizagem da leitura e da escrita.
Desenvolver a motricidade é essencial para o desenvolvimento da expressão oral e escrita. A criança é um ser que necessita de vivências concretas e relações estabelecidas de acordo com sua necessidade, dessa forma, todas as atividades devem ser planejadas, considerando a criança em seu contexto social, afetivo e cognitivo, portanto, o educador deve respeitar as fases do desenvolvimento da criança, segundo Ferrero (2001):
I. GARATUJA;
II. PRÉ-SILÁBICA;
III. SILÁBICA;
IV. SILÁBICA-ALFABÉTICA;
V. ALFABÉTICA.
Cada uma dessas fases, representa um estágio no desenvolvimento da criança que foi marcado pelo período de adaptação, anteriormente citado.
O educador deve estar atento para não queimar nenhuma dessas fases. A criança está fadada a aprender e isso irá acontecer de forma gradual e consecutiva, tornando nada mais que a conseqüência de um processo muito bem estudado por estudiosos da educação.
Comentando e refletindo...
O desenvolvimento da linguagem oral e escrita da criança como vimos, nada mais é do que o resultado de um processo que tem inicio desde o nascimento e que vai acontecendo durante o crescimento da criança. Esse processo passa por etapas que devem ser observados tanto pelos pais quanto pelos educadores nas creches e/ou pré-escola.
Os bicos (chupetas), mamadeiras, as palavras bonitinhas ditas pelas crianças, são fatores que irão influenciar no desenvolvimento da linguagem das crianças de forma a prejudicá-las potencialmente. Estudos comprovaram isso.
A criança é uma jóia a ser lapidada e somente poderá sê-lo por alguém devidamente credenciado para tal, nesse caso, um pedagogo capacitado e voltado para a sua função com o amor e o carinho necessário para o bom desenvolvimento de sua profissão.
A criança deve ser estimulada a pronunciar corretamente as palavras de modo a repeti-las sempre que possível. O trabalho do educador é o de conduzir esse aprendizado da melhor forma possível, pesquisando, estudando e aprendendo novas metodologias para lidar com seres tão pequenos e carentes.
Estimular a imaginação por meio de histórias e contos de fadas, musicas, fará com que a criança descubra o mundo grandioso da fantasia que está à sua volta e dele ela irá tirar tudo aquilo que ela precisa para desenvolver a sua escrita e a sua fala segundo critérios estabelecidos.
Ao associar as diversas leituras de textos infantis e de mundo ao seu conhecimento do esquema corporal e espacial, a criança passa associar a importância do seu ser, com a necessidade de se fazer reconhecer através do verbal e da escrita. Começando então na escola através da ludicidade e do aprendizado, a aceitação de suas semelhança e diferenças, a inclusão de classes e junto a isso a inclusão social de ideais, do ser humano, ato e diversidade de comunicação.
REFERÊNCIAS
BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Referencial curricular nacional para a educação infantil. Brasília: MEC/SEF, 1998.
FERRERO, Emilia. Reflexões sobre a alfabetização. 24. Ed. São Paulo: Cortez, 2001.
NICOLAU, Marieta Lucia Machado. A educação pré-escolar: fundamentos da didática. Saõ Paulo: Ática, 1999.
FRANÇA, Marcio Pezzine, Clarice Lehnen Wolf, Sônia Moojen, Newra Tellechea Rota – Aquisição da linguagem oral – relação e risco para a linguagem escrita – discurso – agosto, 2003
http://www.webartigos.com/articles/5745/1/o-desenvolvimento-da-linguagem-oral-e-escrita-da-crianca-de-0-a-6-anos/pagina1.html acesso em 12 mai. 2009.
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